APAT - A gestão eficiente da intralogística tornou-se um fator determinante para a competitividade das empresas. Como caracteriza a evolução deste mercado em Portugal e quais considera serem hoje os principais desafios enfrentados pelos operadores logísticos?
Luís Cunha - A intralogística tornou-se uma área estratégica para a competitividade das empresas. Deixou de ser encarada apenas como uma função operacional de movimentação e armazenagem de materiais, passando a ter um impacto direto na produtividade, na qualidade do serviço e na competitividade das empresas. O crescimento do e-commerce, entregas mais rápidas, a maior exigência dos clientes e a necessidade de fazer mais com os mesmos recursos estão a direcionar os investimentos para a eficiência operacional, digitalização e automação. Atualmente, os operadores logísticos enfrentam desafios significativos, como a escassez de mão de obra, particularmente com competências técnicas, a necessidade de aumentar a produtividade sem comprometer a segurança, a gestão dos custos energéticos e a adaptação a volumes de trabalho muito variáveis. A resposta flexível a estas exigências tornou-se um fator diferenciador. As operações precisam de acompanhar a evolução do negócio, sem aumentar na mesma proporção os recursos necessários.
APAT - As necessidades dos operadores logísticos têm evoluído significativamente nos últimos anos. Que mudanças têm observado na procura por soluções de movimentação de cargas e quais são hoje os principais critérios na escolha de equipamentos?
Luís Cunha - Há uma evolução clara na procura por soluções que combinem produtividade, segurança, eficiência energética e conectividade. Hoje, mais do que equipamentos de movimentação de cargas, os clientes procuram parceiros capazes de compreender a sua operação e contribuir para a sua otimização global. O preço de aquisição continua a ser importante, mas existe hoje uma preocupação com o custo total de propriedade, a fiabilidade, a disponibilidade dos equipamentos, a assistência técnica e a capacidade de recolher e analisar dados da operação. Isto mostra como as “dores” dos clientes estão a mudar. A paragem de um equipamento pode ter um impacto superior ao custo da reparação, afetando toda a operação e, consequentemente, o serviço prestado ao cliente. Estamos a passar de uma lógica de compra para uma lógica de gestão de desempenho. O cliente quer saber o custo do equipamento, mas também o custo da sua operação e que valor consegue retirar dela.
APAT - A automatização dos armazéns e a digitalização das operações logísticas têm vindo a acelerar. Como se refletem estas tendências nas soluções desenvolvidas pela Toyota Material Handling?
Luís Cunha - A Toyota Material Handling está a acompanhar esta evolução com uma oferta cada vez mais integrada de soluções de automação, combinando equipamentos, software, conectividade e conhecimento especializado. O objetivo é ajudar os clientes a aumentar a eficiência operacional, melhorar a rastreabilidade dos processos, aumentar a segurança e reduzir o custo global das operações. Atualmente, disponibilizamos soluções automatizadas e escaláveis, para diferentes necessidades, desde transporte interno e movimentação de paletes até à preparação de encomendas. Soluções escaláveis significam a possibilidade de começar de forma simples, por exemplo, automatizando um fluxo ou processo estável e previsível, e depois expandir, à medida que as necessidades e os resultados o justifiquem. Esta abordagem é particularmente importante porque nem todas as operações estão preparadas para uma automatização integral. Muitas vezes, o caminho mais adequado passa por identificar processos onde a automação pode gerar maior valor e começar por aí. A Toyota Material Handling tem uma experiência significativa na implementação de projetos de automação em vários países europeus e também em Portugal, onde encontramos cada vez mais clientes a apostar nestas soluções.
APAT - A sustentabilidade é hoje uma prioridade transversal às cadeias de abastecimento. De que forma esta preocupação tem influenciado a evolução dos equipamentos e das soluções de movimentação de cargas?
Luís Cunha - A sustentabilidade está hoje no centro da transformação que o setor atravessa e tem influenciado a evolução das soluções de movimentação de cargas. Equipamentos elétricos cada vez mais eficientes, nomeadamente com recurso a tecnologias de baterias mais avançadas, têm permitido reduzir consumos e emissões, contribuindo para operações com menor impacto ambiental. Mas é sobretudo importante olhar para a eficiência global da operação: otimizar fluxos, deslocações, utilização de frotas, gerir energia de forma eficiente e prolongar a vida útil dos equipamentos. Aliás, existe hoje uma ligação mais evidente entre sustentabilidade e eficiência económica. Uma operação que consome menos energia, utiliza melhor os recursos e reduz deslocações, é uma operação mais sustentável e mais competitiva. Por isso, procuramos apoiar os clientes, considerando não só o equipamento, mas toda a operação e o seu ciclo de vida, de forma a reduzir o impacto ambiental sem comprometer a produtividade, a segurança ou a rentabilidade.
"No fundo, acredito que as empresas mais bem preparadas para os próximos anos serão aquelas que conseguirem encontrar o equilíbrio certo entre pessoas, processos e tecnologia."
Luís Cunha
COO na Toyota Caetano Portugal
APAT - Para além da tecnologia, que fatores considera essenciais para que uma empresa consiga aumentar a eficiência das suas operações intralogísticas e preparar-se para os desafios dos próximos anos?
Luís Cunha - A tecnologia é, sem dúvida, um facilitador importante, mas por si só não garante uma operação eficiente. O sucesso depende da capacidade de combinar tecnologia, processos e pessoas. Antes de investir em tecnologia, é fundamental conhecer bem a operação, identificar pontos críticos e perceber onde estão os desperdícios e as oportunidades de melhoria. Uma tecnologia excelente aplicada a um processo mal definido, dificilmente produzirá os resultados esperados. As pessoas continuam, por isso, a ser determinantes. A formação das equipas, o desenvolvimento de novas competências, o envolvimento nos processos de mudança e uma verdadeira cultura de melhoria contínua são essenciais para tirar partido das soluções disponíveis. Por outro lado, a capacidade de adaptação será cada vez mais importante. Os volumes, os perfis de encomendas, as exigências dos clientes e as competências disponíveis no mercado estão a mudar rapidamente, e as empresas terão de construir operações suficientemente flexíveis para acompanhar essa evolução. No fundo, acredito que as empresas mais bem preparadas para os próximos anos serão aquelas que conseguirem encontrar o equilíbrio certo entre pessoas, processos e tecnologia.
APAT - A gestão eficiente da intralogística tornou-se um fator determinante para a competitividade das empresas. Como caracteriza a evolução deste mercado em Portugal e quais considera serem hoje os principais desafios enfrentados pelos operadores logísticos?
Luís Cunha - A intralogística tornou-se uma área estratégica para a competitividade das empresas. Deixou de ser encarada apenas como uma função operacional de movimentação e armazenagem de materiais, passando a ter um impacto direto na produtividade, na qualidade do serviço e na competitividade das empresas. O crescimento do e-commerce, entregas mais rápidas, a maior exigência dos clientes e a necessidade de fazer mais com os mesmos recursos estão a direcionar os investimentos para a eficiência operacional, digitalização e automação. Atualmente, os operadores logísticos enfrentam desafios significativos, como a escassez de mão de obra, particularmente com competências técnicas, a necessidade de aumentar a produtividade sem comprometer a segurança, a gestão dos custos energéticos e a adaptação a volumes de trabalho muito variáveis. A resposta flexível a estas exigências tornou-se um fator diferenciador. As operações precisam de acompanhar a evolução do negócio, sem aumentar na mesma proporção os recursos necessários.
APAT - As necessidades dos operadores logísticos têm evoluído significativamente nos últimos anos. Que mudanças têm observado na procura por soluções de movimentação de cargas e quais são hoje os principais critérios na escolha de equipamentos?
Luís Cunha - Há uma evolução clara na procura por soluções que combinem produtividade, segurança, eficiência energética e conectividade. Hoje, mais do que equipamentos de movimentação de cargas, os clientes procuram parceiros capazes de compreender a sua operação e contribuir para a sua otimização global. O preço de aquisição continua a ser importante, mas existe hoje uma preocupação com o custo total de propriedade, a fiabilidade, a disponibilidade dos equipamentos, a assistência técnica e a capacidade de recolher e analisar dados da operação. Isto mostra como as “dores” dos clientes estão a mudar. A paragem de um equipamento pode ter um impacto superior ao custo da reparação, afetando toda a operação e, consequentemente, o serviço prestado ao cliente. Estamos a passar de uma lógica de compra para uma lógica de gestão de desempenho. O cliente quer saber o custo do equipamento, mas também o custo da sua operação e que valor consegue retirar dela.
APAT - A automatização dos armazéns e a digitalização das operações logísticas têm vindo a acelerar. Como se refletem estas tendências nas soluções desenvolvidas pela Toyota Material Handling?
Luís Cunha - A Toyota Material Handling está a acompanhar esta evolução com uma oferta cada vez mais integrada de soluções de automação, combinando equipamentos, software, conectividade e conhecimento especializado. O objetivo é ajudar os clientes a aumentar a eficiência operacional, melhorar a rastreabilidade dos processos, aumentar a segurança e reduzir o custo global das operações. Atualmente, disponibilizamos soluções automatizadas e escaláveis, para diferentes necessidades, desde transporte interno e movimentação de paletes até à preparação de encomendas. Soluções escaláveis significam a possibilidade de começar de forma simples, por exemplo, automatizando um fluxo ou processo estável e previsível, e depois expandir, à medida que as necessidades e os resultados o justifiquem. Esta abordagem é particularmente importante porque nem todas as operações estão preparadas para uma automatização integral. Muitas vezes, o caminho mais adequado passa por identificar processos onde a automação pode gerar maior valor e começar por aí. A Toyota Material Handling tem uma experiência significativa na implementação de projetos de automação em vários países europeus e também em Portugal, onde encontramos cada vez mais clientes a apostar nestas soluções.
APAT - A sustentabilidade é hoje uma prioridade transversal às cadeias de abastecimento. De que forma esta preocupação tem influenciado a evolução dos equipamentos e das soluções de movimentação de cargas?
Luís Cunha - A sustentabilidade está hoje no centro da transformação que o setor atravessa e tem influenciado a evolução das soluções de movimentação de cargas. Equipamentos elétricos cada vez mais eficientes, nomeadamente com recurso a tecnologias de baterias mais avançadas, têm permitido reduzir consumos e emissões, contribuindo para operações com menor impacto ambiental. Mas é sobretudo importante olhar para a eficiência global da operação: otimizar fluxos, deslocações, utilização de frotas, gerir energia de forma eficiente e prolongar a vida útil dos equipamentos. Aliás, existe hoje uma ligação mais evidente entre sustentabilidade e eficiência económica. Uma operação que consome menos energia, utiliza melhor os recursos e reduz deslocações, é uma operação mais sustentável e mais competitiva. Por isso, procuramos apoiar os clientes, considerando não só o equipamento, mas toda a operação e o seu ciclo de vida, de forma a reduzir o impacto ambiental sem comprometer a produtividade, a segurança ou a rentabilidade.